30 setembro 2012

POST RECUPERADO: Noordhoek, Boulders and Cape Point

Lembram quando eu estava a ponto de matar alguém porque eu tinha perdido o meu post por conta do Word? Eis que um dia da semana passada eu estava fuçando a minha pasta de documentos para achar a letra de uma música e lá estava o arquivo "noordhoek". FIQUEI FELICÍSSIMO! Agora vejam só o que aconteceu em 14/07/2012.
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No sábado retrasado (14/07/2012) fui até Noordhoek com o You2Africa.

Peguei a van com a Maria e com a intercambista de Muizenberg e ficamos lá dentro por mais de meia hora. Aí paramos para pegar outra menina e depois seguimos para onde o resto do pessoal estava alojado.

Pegamos nossas coisas e descemos no albergue. Entramos, a coordenadora me mostrou a parte dos meninos e pediu que eu escolhesse um quarto. Depois disso fomos até a cozinha, conhecemos os novos intercambistas e fizemos um lanche.

Detalhe: são VINTE E SEIS pessoas novas. Um brasileiro, cinco tailandeses e o resto da Alemanha.


Reuniram todo mundo e avisaram que estávamos indo até a praia. Andamos, andamos e andamos e aquele bendita praia não chegava nunca. O trajeto foi longo, mas quase tudo foi descida (dizem que na descida o santo ajuda, quero ver é na subida!).

Quando chegamos, tiramos uma foto com todo mundo e a coordenadora combinou um horário para todos voltarem. Saímos andar pela praia, tirar foto e essas coisas... O pessoal novo parecia estar super animado por estar pela primeira vez em uma praia sul-africana haha



Lá pelas tantas começou a chover e ventar e nevar, tava muito frio! E teve gente que até entrou na água para molhar os pés e tal...

Quando voltamos para o albergue, ficamos um tempo sem fazer nada e depois a coordenadora chamou todo mundo para que terminassem a orientação, que pra eles já tinha começado na sexta-feira.

A Michelle começou pedindo que nós quatro, os únicos sobreviventes pós seis meses, falássemos um pouco sobre o que ajudaria a criar uma boa relação com as pessoas daqui (Ah, só tinham dois brasileiros porque os outros dois estavam viajando). Nós falamos, tiveram aquelas que queriam ser sabe-tudo e, é...

Depois ela continuou com assuntos sobre host family, viagens, escola e em seguida pediu que nós quatro falássemos como nós lidamos com a saudade do país de origem e do pessoal de lá. Nessas horas é que minha ficha cai e eu percebo que já estou aqui há seis meses... Deu até uma invejinha boa desse pessoal que acabou de chegar aqui. Deu até saudades do tempo em que EU cheguei aqui! L

Quando a orientação terminou estávamos livres para fazer o que quiséssemos. Eu e o Gabriel (novo brasileiro) fomos entrosar com dois alemães que estavam jogando futebol no campo logo em frente. Decidimos jogar e depois de eu quase perder meus pulmões jogando, fomos humilhados pelo time da Alemanha.

Essas pessoas que chegaram agora simplesmente se fecharam no grupo delas e foi assim o final de semana inteiro...

Ficamos fazendo nada até a noite. Na hora do jantar fomos a um restaurante que ficava praticamente do lado do albergue. Logo que chegamos, a Maria foi puxar conversa com os tailandeses e conversamos um pouquinho. Eles falam entre eles um idioma que pra mim é impossível de aprender: Thai. E só um deles fala inglês bem.

Depois que todo mundo havia chego, fomos sentar em volta de uma fogueira. Tirando a parte em que o vento mudava de direção e a gente respirava fumaça, estava um clima gostoso ao redor do fogo.


Um homem se apresentou e começou a tocar uns instrumentos artesanais. Depois disso ele pediu que pegássemos os tambores que estavam na nossa frente, para aprender a tocar músicas. Ele ensinou quatro ou cinco músicas em outras línguas sul-africanas.

Passamos um bom tempo batucando aqueles tambores (e admito que sou um prodígio em relação a tocar tambor), depois nos despedimos e voltamos para o restaurante. A comida já estava na mesa para que nos servíssemos.

Tinha salada de feijão, arroz com alguma coisa no meio, um caldo com carne, maionese (foi a maionese mais parecida com a do Brasil que já comi aqui! Fiquei impressionado quando vi maionese no buffet)  e carne de frango e porco assada.

O restaurante na verdade era uma casa normal, com alguns sofás, uma mesa grande do lado de fora e uma mesa dentro da cozinha. Eu e os BR comemos na mesa de dentro, junto com alguns alemães e umas mulheres da Espanha, que vieram também com o Y2A pra cá provavelmente para trabalhar.

(Até aqui eu já tinha escrito. Agora vou colocar meu cérebro pra trabalhar e terminar o post)

Depois que terminamos o jantar, voltamos para o albergue e a coordenadora combinou os horários para a manhã seguinte. Todo mundo foi para os quartos ou para o hall para ficar conversando, até que a Michelle veio e nos deu um xingão por ser tarde e estarmos falando alto. Foi hora de ir para a cama...

No quarto era eu, o Gabriel e mais quatro alemães. QUE SÓ FALAVAM ALEMÃO. O quarto já estava com a luz apagada e continuávamos a ouvir "Klopdhvsdenm vdfsihsud vsudfihgvsu" ou algo assim. Aí meu nariz resolveu sangrar, mas isso não foi o pior. O pior foi que na hora de voltar para a cama eu não conseguia subir no beliche HAHAHA Depois de conseguir, eu e o Gabriel demos o troco no pessoal da Alemanha, falando por um longo tempo um bom e alto português. 

Na manhã seguinte, acordamos oito horas, arrumamos as malas e deixamos na porta de entrada,  tomamos café da manhã, reuniram todo mundo e saímos. O ônibus nos levou abaixo de chuva até Boulders, a praia dos pinguins.

"Nos levou até lá" é modo de dizer, porque tivemos que andar bastante até a entrada do lugar. Uma descida enorme. Chegamos na entrada, passamos pela catraca, e entramos. Era um deck de madeira que nos levava até a praia e pertinho dos pinguins. É legal, mas no final das contas eles são só pinguins... haha 



Vimos os animaisinhos, tirei foto e, para fugir da chuva,  fomos até a loja de souvenirs. O preço das coisas não era dos melhores, mas eu comprei um cartão postal.

De lá, pegamos o ônibus - depois de andar aquela subida íngrime - eu fui no ônibus errado e consegui voltar para o ônibus do meu grupo antes deles saírem (e já estavam quase, a porta estava até fechada). Seguimos para Cape Point.

No trajeto eles passaram entre nós uma prancheta com uma lista para quem quisesse fazer o trajeto até Cape of Good Hope de bicicleta assinar e se responsabilizar por si mesmo em caso de acidente. Estava ventando, chovendo, frio, mas era uma vez na vida que eu ia poder andar de bicicleta lá e foi o que eu fiz! :)

Quando chegamos, quem quis foi até o farol (e acho que ninguém foi, estava um shitty weather pra isso) e também comemos no café que tem lá. Comprei um chocolate quente e aquele muffin gigante que comi na última vez. Isso me deixou mais do que satisfeito, tendo que terminar o muffin meio que empurrado... Olha que não sou de negar doce não!

Voltamos para o ônibus e quem tinha colocado o nome na lista - poucos - pegou o capacete e uma bicicleta para descer até o Cabo da Boa Esperança. Foi muuuuito gostoso, tirando as partes que eu tive que pedalar. Chegamos junto com o ônibus e pingando lá, mas com certeza valeu a pena.

Pegamos o lanche (o meu eu fiz o favor de derrubar no chão), tiramos fotos, andamos um pouco, ônibus e caminho de volta para o albergue. 


Pegamos nossas malas e o ônibus nos deixou no Waterfront. Por quê? Eu estava morto, não aguentava com meu próprio corpo, queria minha casa. Sem contar que estava um clima péssimo para o Waterfront, que é bonito em dias de sol. Ficamos dentro do shopping o tempo todo e depois penamos para achar a saída correta, onde encontramos todo mundo.

De lá - finalmente - nos deixaram no estádio do Green Point, o ponto de encontro para que as host families fossem nos buscar. Minha tia acabou indo me buscar já que ela tinha que buscar a Lisa e me deixou em casa.

4 comentários:

  1. Que saudade desse lugar meu Deus

    Moraria na Africa facil

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  2. Deve ser fantástico ter a chance de fazer intercâmbio e ainda conhecer melhor sobre a cultura africana

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